Meditação como fonte de inspiração divina. Minha experiência dos “21 dias de Reprogramação da Matriz”.

Durante muitos anos eu fiquei repetindo que não gostava do mês de agosto. O motivo eu não sei bem. Ouvi muitas vezes que agosto era o mês do desgosto. Sei lá… às vezes a gente coloca na cabeça algumas crenças sem nem saber de onde elas vêm.

O fato é que 2020 chacoalhou muita coisa e, no meu caso, como já disse por aqui, serviu como uma fenda no espaço tempo. Foi nesse ano difícil que eu me abri para um profundo processo de autoconhecimento e me convidei a fazer uma revisão. Fortalecer e desenvolver minha intuição, meu potencial criativo. E deixar ir o que já não me serve mais. Essa tem sido a minha missão pessoal de 2020.

E foi entre essas reprogramações que me vi vivenciando muitas experiências mágicas em agosto. E várias delas aconteceram – na verdade, ainda estão reverberando – durante um programa de 21 dias de meditações que tive acesso por ser aluna do curso de Vaporização Uterina do Curandeiras de Si, da Carol Lana. A jornada começou no dia 16 de agosto. E está para terminar agora pra mim (estou nos meus últimos 3 dias, pois acabei não acompanhando todas ao vivo – e tudo bem, pois a Carol mesmo disse que era importante que cada uma fizesse no seu tempo). Mas a verdade é que como a energia da egrégora firmada não finda, muito do que eu tenho vivido durante esses dias, acredito plenamente que seja proveniente das movimentações energéticas geradas a partir desse círculo.

Algumas vivências são muito particulares. Não daria para compartilhar. Outras, apesar de bem pessoais também, resolvi contar pra vocês. Afinal, o objetivo do Espiri.A.tual é motivar a busca, de cada um que passa por aqui, por caminhos de reconexão. Com o Universo. Com Deus. Com a Mãe Terra. Com a Espiritualidade. Consigo mesmo. E penso que através dos relatos dessas experiências reais, eu consiga tangibilizar um pouquinho do que na verdade é impossível de explicar. Mostrando que quando a gente acredita e se entrega, as respostas realmente chegam a nós. Através da fé. E do respeito a tudo o que Deus e a Terra nos dão.

Com certeza um cético lendo os próximos parágrafos acharia tudo uma loucura. Mas se você está aqui, é porque, como diria minha irmã, é meu “kind of person”. rs. Um ser “faith-follower”. Por isso, pode ir fundo na leitura. E, se fizer sentido para você algo do que conto neste post, super indico buscar por um programa de meditação alinhado ao que você busca. No meu caso, as mediações fazem parte de um processo de autoconhecimento e empoderamento feminino. Mas tem várias “escolas”, por assim dizer. Inclusive complementares umas às outras. Ho’oponopono, Kabbalah… enfim… muitas opções. Inclusive, que eu ainda quero e vou conhecer. E, com a graça e orientação divina, poderei compartilhar as experiências desses aprendizados por aqui. Até me empolgo pensando em tudo que ainda tenho que aprender e descobrir.

Bom. Partiu, então? Aqui vai um pouco do que rolou comigo durante essa jornada dos 21 dias das meditações de Reprogramação da Matriz do Curandeiras de Si.

Como mencionei no início do texto, comecei em 16 de agosto. No dia anterior eu senti uma vontade imensa de limpar e energizar meus cristais. Eu tinha recém comprado uma variedade de pedras, dos 12 signos do Zodíaco, pois estava montando meu jardim* de meditação personalizado.

Recebi as instruções de montagem de um altar para iniciar os 21 dias. Além de amuletos de crenças pessoais, a indicação era ter sempre os 4 elementos presentes (Terra, Água, Fogo e Ar). Para trazer a força do elemento Terra, usei meus cristais recém limpos. E entendi o motivo de, no dia anterior, eu ter sentido a necessidade de cuidar deles. Separei incensos para representação do elemento Ar. E velas para ancorar a energia do Fogo. A Água (filtrada) ficava em um copo e todos os dias tinha que ser trocada, jamais bebida, sempre entregue à Terra ao final de cada meditação, regando plantinhas, por exemplo.

*Em um próximo post, vou compartilhar fotos desse jardim aqui e contar como eu acabei criando uma peça exclusiva, uma espécie de talismã astrológico para rituais de meditação, em conjunto com uma irmã de alma que Deus colocou no meu caminho há poucos meses. E o melhor. Ficou tão incrível, que a Kiki está recebendo encomendas. Ou seja, você também pode ter o seu! ❤

Montei meu altar embaixo de uma árvore que tem na casa dos meus pais (onde estou passando a quarentena). Uma mangueira. Nos outros dias, levei o altar para a varanda do meu quarto (e depois ele me acompanhou em algumas pequenas viagens de mudança de ambiente e renovação de energia), mas no primeiro dia eu senti que queria fazer ali. Sem muito pensar, peguei três manguinhas que tinham caído da árvore e coloquei junto das pedras também como representação do elemento Terra.

Durante o processo, senti como se algumas respostas, de dúvidas que estavam pairando em minha mente e me “incomodando”, fossem chegando naturalmente. Um dia olhei para as manguinhas e vi que uma delas, a menorzinha, estava bem seca, mortinha já. Enquanto as outras duas estavam bem gordinhas e coloridas. E lembrei que na última sessão que eu tinha feito com a Dona Olga (a senhora do tarô, de quem eu falei no post sobre o reascender da minha essência; e sim, eu ainda vou postar toda a história com ela e compartilhar seu contato) ela mencionou dois espíritos que viriam ao mundo através de mim.

Ah, detalhe! Quando eu fiz a imersão em Constelação Familiar (também já comentei rapidamente dessa imersão por aqui em posts anteriores) logo após a segunda perda gestacional, ouvi muito sobre a importância de todos os membros de uma família terem seu lugar no sistema familiar ao qual pertencem. Um embrião com apenas dias de vida, inclusive. Como minha segunda gestação tinha sido diagnosticada como anembrionária, mas a primeira não, uma dúvida ficou guardada na minha cabeça. Afinal, eu tinha perdido um ou dois embriões? Durante o processo de imersão da Constelação, tantas coisas aconteceram, que essa dúvida ficou ali e eu acabei não questionando de forma racional. Sei lá. Parecia mesmo que uma hora isso viria de dentro de mim mesma.

Mas voltando às manguinhas que eu tinha pego e colocado no altar. Já fazia alguns dias que eu tinha começado a jornada e estava ancorando as energias das meditações ali na presença daqueles elementos. Bom… eu não sei explicar, mas eu senti como se aqueles frutos representassem os meus filhos. Olhando para aquele que estava já seco, me veio uma resposta na cabeça. Eu perdi um embrião, na primeira gestação. E era a ele que eu deveria dar o lugar no meu sistema. Sem racionalizar muito, uma energia me conduziu a um ritual. Pensei, como se ouvisse uma voz interior… “você deve plantar as sementes dos frutos vivos lá no pé de manga e, junto, mas em um espaço separado, enterrar o fruto sem vida, do jeito que ele está, sem descascar”. E assim eu fiz. Dentro de mim hoje eu sei que naquele momento eu encerrei o ciclo do luto.

Gente! É importante dizer que eu sou uma “pessoa comum” (se é que existem pessoas comuns nesse planeta, rs), que tem fé e intuição aguçada, mas não sou iniciada em escolas mediúnicas (pelo menos não ainda). Por isso, eu acredito que qualquer um que se jogue para se conectar com o universo, com crença e muito respeito, pode ter intuições e encontrar as respostas que procura, o equilíbrio, a paz e a força interior.

Enfim. Vamos voltar ao relato do que aconteceu depois.

Os dias foram passando e nós decidimos (eu, meus pais, minhas irmãs e o Dani, meu companheiro) passar uns dias em uma fazenda em Itú (pertinho de Indaiatuba, onde meus pais moram) que estava ficando vazia durante a semana. E lá fomos nós.

Chegamos na quarta-feira, dia 26/8, e fomos embora na sexta-feira, dia 28/8, que era quando a gente sabia que chegaria mais gente. Pandemia, né, gente. Aglomerar, jamais!

Conhecemos o monitor dos adultos. Hotel Fazenda tem disso, né. Mega vibe nostálgica. Um biólogo gente boa demais, que conduzia a gente nas atividades. Depois de um dia todo de caminhada nas trilhas e visita aos animais da fazenda, eu disse que ia para quarto fazer minha meditação. Eu tinha levado meu altar. Nessa noite, a Carol, que guia as meditações, nos convidou a liberar nossos medos. Era o tema do rezo do dia. Eu não lembro em detalhes, mas as palavras dela que ecoavam na minha cabeça diziam “entregue ao mar…”.

Acabou a meditação e eu olhei para a vela que estava queimando. Ô, gente, eu juro! O pavio da vela tinha se configurado em um formato* bem parecido com o de um embrião de 6ª semana de gestação. Foi com 6 semanas que perdi a primeira vez. E lembro que na segunda vez, quando chegou na 6ª semana, eu estava com um medo danado. Eu só lembrava da Carol falando para liberar nossos medos e entregar ao mar. Deitei na cama toda arrepiada. Estava sozinha. Eles ainda não tinham voltado do jantar. Senti uma presença. Peguei meu telefone e pesquisei por uma imagem de Iemanjá. O motivo? Não sei. Mas eu quis trocar meu fundo de tela naquele momento e queria que fosse a imagem de Iemanjá a primeira coisa que eu visse sempre que pegasse o celular. Acho que toda a energia da meditação no mar trouxe a presença dela. Mas não foi só isso.

*Comparem as duas imagens que eu coloquei logo abaixo. Não é de arrepiar?!

No dia seguinte, o nosso monitor foi ensinar a gente (eu e minha irmã mais nova) a fazer stand up paddle no rio. Eu senti uma conexão forte com ele nesses dois dias. Tipo uma troca energética mais intensa. Hoje eu entendo que ele foi um mensageiro. Calma… vou contar. rs.

Conversa vai, conversa vem, perguntei sobre uma de suas tatuagens e ele me contou de um acidente que sofreu de carro, ocasião em que quase morreu. A tatuagem era sobre isso. Entramos em papo espiritual e ele falou da mãe, praticante da Umbanda. Eu falei… “Que legal! Sou filha de Iansã e você?”. Ele respondeu “Sou da água. Sou puramente Iemanjá”. Na hora entendi a presença da Orixá Mãe na noite anterior. Eu tinha passado o dia todo com um de seus filhos. E eu sabia que tinha sentido uma energia diferente vinda dele.

Comecei a pensar sobre Iemanjá, sobre Iansã. Tentando entender se aquele episódio tinha alguma coisa a me dizer. Alguma ideia a clarear.

Já era sexta-feira, dia de ir embora. Nos despedimos, acho que não por acaso no rio. Na água, elemento que intensifica a presença de Iemanjá. Estava com minhas duas irmãs. Agradecemos pela troca e ensinamentos sobre biologia naqueles dois dias intensos e ele saudou “Deus abençoe”. Cheguei em casa exausta. Dormi a tarde toda. Quando acordei, iniciei uma busca no Google sobre as duas Orixás. Em um texto sobre Iansã, li que é comum ofertar manga em cultos a ela. Lembrei de quando comecei as meditações e escolhi a mangueira para montar o altar no primeiro dia. Em silêncio agradeci, pois soube que era ela me guiando.

Nessa hora pensei… “hummm, oferendas…”. E tudo começou a se encaixar. Eu já havia combinado com o Dani de, voltando da fazenda, passarmos uns dias em Maresias, na casa da tia dele. Decidimos que nos assentaríamos um dia em Indaiatuba para fazer as malas e seguiríamos no dia seguinte. Aliás, cá estou eu, escrevendo esse post aqui na praia.

Na hora que me veio o pensamento, foi como se eu estivesse decifrado em uma mensagem a energia do que eu havia sentido nos últimos dois dias.

“Quando chegar na praia, faça um culto e uma prece a Iemanjá”.

E um dia foi suficiente para eu preparar o que eu ia trazer para minha oferenda. Não que eu pensasse em algo do tipo, mas me informei bastante sobre o que não fazer, pensando ecologicamente.

Acabei escolhendo uma rosa branca que eu peguei no jardim da casa dos meus pais mesmo e trouxe. Vela azul, que eu segurei e deixei queimar até o fim, enquanto fazia minha oração (ou seja, nada de resto de parafina no mar ou na areia). E uma concha lindíssima que eu tinha guardada no meu armário há anos e com quem eu dei de cara quando eu estava pegando as roupas para colocar na mala. Rosa branca e vela azul são bem usuais. Concha eu não li em nenhum lugar. Eu só senti.

Agora é esperar as ondas de bençãos da Rainha do Mar. Odoyá!

1 comentário Adicione o seu

  1. sonicamesquita disse:

    Bru, além de toda a emoção, o seu jeito de escrever aproxima, instiga e inspira! Sua presença é forte, mas suave, assim como suas experiências! Dá vontade de “maratonar” os posts (rs)!
    E esse é só o início da nossa jornada: rumo às estrelas❤

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